quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Deus o abençoe


Aquele moço seguia todos os dias pelo mesmo caminho.
Em suas viagens diárias do subúrbio, onde morava, à cidade, onde trabalhava, o trem sempre passava por um viaduto de onde se podia ver o interior de alguns apartamentos, no prédio localizado em nível inferior.
Naquele lugar, o trem diminuía a velocidade e, por isso, o rapaz podia observar através da janela de um dos apartamentos, uma senhora idosa deitada sobre a cama.
Ele via aquela cena há mais de um mês.
A senhora certamente convalescia de alguma enfermidade, era o que ele pensava.
O jovem teve pena dela e desejou vê-la restabelecida.
Num domingo, achando-se casualmente naquelas imediações, cedeu a um impulso sentimental e foi até o prédio onde a senhora morava.
Perguntou ao porteiro o nome da anciã e depois lhe enviou um cartão com votos de restabelecimento, assinando apenas: Um rapaz que passa diariamente de trem.
Dali a uma semana mais ou menos, a caminho de casa no trem, o jovem olhou, como sempre, para a janela.
No quarto não havia ninguém e a cama estava cuidadosamente arrumada.
No parapeito da janela, porém, estava afixado um pequeno cartaz escrito à mão e iluminado por uma lâmpada de cabeceira. Mostrava apenas uma frase singela de gratidão, dizendo:
Deus o abençoe.
*   *   *
Um jovem, com tanta sensibilidade fraternal, certamente é abençoado por Deus.
Esse Deus que quer que Suas criaturas se amem e se respeitem mutuamente.
Esse Deus que espera que ajudemo-nos uns aos outros, sem preconceitos e sem arrogância.
Aquele jovem do trem não tinha outra intenção a não ser ajudar anonimamente a uma pessoa desconhecida, atendendo a um apelo do seu coração generoso.
Gesto semelhante pudemos observar recentemente nos jornais de nossa cidade.
Um jovem afirmava que nunca podia se sentar em suas viagens de ônibus, pelo simples fato de não se sentir bem ficando sentado enquanto pessoas idosas, mães com crianças de colo ou gestantes estavam em pé.
Por vezes, chegou a solicitar a outros jovens que cedessem seus lugares a pessoas com deficiências físicas.
E, mesmo ouvindo de colegas sem escrúpulos, que está sendo tolo, ele não abre mão das atitudes que julga corretas.
Jovens como esses vêm ao mundo para torná-lo mais agradável, mais justo e mais humano.
E é por essas e outras razões que vale a pena acreditar que o mundo está mudando.
Que o nosso planeta será cada vez melhor e mais receptivo a Espíritos moralmente mais evoluídos.
*   *   *
Há pessoas que se entregam à depressão e outras enfermidades por acreditar que ninguém se importa com elas.
Assim, um simples gesto de solidariedade pode se constituir em um dos mais poderosos remédios contra esse tipo de mal.
E é um remédio que não custa nada, não tem contraindicação e está ao alcance de todos.

Redação do Momento Espírita com base no artigo 
Flagrantes da vida real, da Revista Seleções 
Reader’s Digest, de setembro de 1948.
Em 14.06.2010.




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